É possível realizar um longa-metragem de ficção científica sobre uma grande história de amor e que soe com lirismo e poesia?
Sim, esse é Fonte da Vida, terceiro trabalho do diretor Darren Aronofsky (Réquiem para um sonho) fala de amor, vida, morte e resignação, a luta que ultrapassa as barreiras do tempo e do espaço.

O filme se passa em três épocas distintas, os personagens de Hugh Jakman e Rachel Weisz encontram-se em cada uma delas de formas diferentes mas em todas envolvidos em histórias de amor e morte.
Hugh é Tomás, Tommy e Tom, três variações de um mesmo homem que vive em tempos diferentes, o primeiro é um conquistador do século 16 que ruma à América Central em busca de uma árvore considerada a Fonte da Juventude pela cultura Maya e a salvação do reinado de sua doce Rainha Isabel ( Weisz), Tommy Creo um pesquisador da época atual obstinado em encontrar a cura para o Câncer antes que a doença leve sua linda esposa
Izzy, escritora talentosa que não tem medo da morte e é apaixonada pela cultura Maya que retrata em seu livro ainda inacabado, e por fim o astronauta Tom, que dentro de uma espécie de cúpula circular em meio a uma nebulosa em pleno século 26 luta pela sobrevivência de uma árvore considerada fonte da vida. As 3 histórias se intercalam através do enredo e parecem uma só tratando da angústia do personagem de Jackman em encontrar uma saída para a morte enquanto a obstinada personagem feminina a vê como uma bela e inevitável passagem.
Cheio de referências ao ciclo da vida, círculos, anéis, a própria nebulosa circular, Fonte da vida é um tanto filosófico, embora sua narrativa racional não desperte tantas emoções o espectador sem dúvida se identificará com alguma das visões mostradas, seja o apego à vida e a uma pessoa amada ou a consciência de que Vida e Morte fazem parte de um ciclo interminável.
A trilha sonora de Clint Mansell, também responsável pela bela trilha de Réquiem para um sonho, é muito bonita e a fotografia do filme concebida por Matthew Libatique traz o intenso tom amarelado da nebulosa em vários momentos fazendo com que as três ambientações do longa se fundam de uma forma delicada.
Sem dúvida Fonte da Vida é um filme para poucos, sua narrativa não linear é um pouco complicada fazendo com que alguns detalhes passem despercebidos por expectadores mais distraídos, mas é um belíssimo tratado sobre amor e morte que com certeza faz com que valha a pena tentar entendê-lo.
Ficha Técnica:
Título Original: The Fontaine
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Darren Aronofsky, Ari Handel
Elenco: Hugh Jackman, Rachel Weisz, Ellen Burstyn
Duração: 96 min
País de origem: EUA
Língua: Inglês
Site Oficial: The Fontaine
Arquivado em: Cinema, Miscelânea | Etiquetado: Cinema, crítica, Ficção científica, Fonte da vida, Hugh Jakman, Rachel Weisz, romance

